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“A garota diferente das outras garotas”

1 de ago.
12 min de leitura

Quem sou eu

​Para me apresentar brevemente: meu nome é Filipa Moura, tenho 23 anos, sou do Rio de Janeiro e atuo como cineasta e empresária. 


Trajetória no audiovisual

Atualmente, estou focada na minha jornada pelo audiovisual  estudo Computação Gráfica no Senai Firjan, onde aprendo sobre 3D, efeitos visuais, motion design, animação e CGI. Neste momento, estou conciliando a pós-produção de um curta-metragem com a produção do meu terceiro projeto de curta.


Trajetória nos negócios

​Já como empresária, atuo oficialmente há seis anos. Tenho a minha própria empresa voltada para serviços de acessibilidade na área cultural, focada principalmente na tradução e interpretação de Libras/Português.


​O tema escolhido

​ E é justamente por transitar nessa interseção entre o cinema e os negócios que escolhi trazer um tema que é muito recorrente no cinema, na literatura e na televisão: o tropo da "garota diferente das outras garotas".


​O Tema da Roda: " A Garota Diferente das Outras Garotas”

​Esse é um assunto super comentado, principalmente pela Geração Z. Embora eu faça parte dessa geração, tenho um perfil um pouco mais sério e focado, então acabo observando essas dinâmicas de fora. Mas tenho visto muitas criadoras de conteúdo e influenciadoras levantando debates excelentes sobre o assunto.

​Inclusive, separei alguns links e materiais complementares. Vou compartilhar tudo em meu site: www.filipamoura.com.


O que é o conceito?

Mas, enfim: afinal, o que é a "garota diferente das outras garotas"?

​É importante lembrar que muitos dos termos que consumimos hoje mudaram de sentido ao longo do tempo. Nas narrativas dos anos 2000 para cá  especialmente em romances, dramas e histórias voltadas para o público adolescente , é muito comum encontrarmos protagonistas femininas que se destacam por um padrão muito específico: ou porque são consideradas "nerds" e desajeitadas, evitando maquiagem e outros marcadores tradicionais da feminilidade; ou porque têm interesses considerados atípicos para o universo feminino daquela época, como gostar de rock, morar com vários irmãos em um ambiente majoritariamente masculino, curtir cultura pop, videogames ou esportes.

​Enfim, estamos falando daquele estereótipo clássico que, durante muito tempo, foi extremamente popular e querido pelo público. No entanto, nos últimos anos, impulsionado pelo aprofundamento das discussões feministas, esse modelo começou a ser questionado: o que de fato essas personagens estavam comunicando?


Críticas ao modelo

​Embora, no passado, essas narrativas fossem celebradas pela busca de autenticidade e pela identificação que geravam com o público, com o tempo, muitas mulheres perceberam que esses enredos frequentemente estabeleciam uma espécie de regra sobre o que seria o jeito "certo" de ser mulher.

​De certa forma, subentendia-se nessas histórias que certos traços da feminilidade tradicional eram inerentemente negativos ou fúteis. Criava-se uma lógica de exclusão:

  • ​Se a protagonista é inteligente, ela não pode ser vaidosa ou vaidosa o suficiente para gostar de moda;

  • ​Se ela gosta de rock, ela não pode consumir pop;

  • ​Se pratica esportes, não pode gostar de balé;

  • ​Se é dedicada aos estudos, não pode gostar de fazer compras.

​O enredo acabava reforçando uma dicotomia limitante, como se a vaidade e o interesse pelo universo estético fossem sinônimos de futilidade, enquanto o intelecto só pudesse existir em oposição a essas características.

Uma das minhas principais críticas a esse modelo é o fato de ele criar quase uma lógica de "castas" ou divisões estanques entre as meninas: temos a nerd, a patricinha, a popular, a esquisita... E esses papéis são retratados como se fossem rígidos e imutáveis, como verdadeiras caixas nas quais as garotas precisam caber.


Visão pessoal e influências

​Confesso que, quando comecei a acompanhar essas discussões e a ver esses temas sendo debatidos na internet, fiquei bastante perplexa. Por incrível que pareça, eu mesma sempre me identifiquei com esse tipo de personagem  e vou falar um pouco mais sobre isso daqui a pouco.

​Inclusive, uma criadora de conteúdo do YouTube que eu admiro muito tem um canal chamado Neuraverso. Ela faz análises de cinema de uma forma muito bem-humorada e sempre traz discussões profundas sobre a representação das mulheres nas telas. Eu não concordo com absolutamente tudo o que ela diz, mas reconheço a genialidade e a verdade por trás do seu olhar, mesmo nos pontos em que divergimos.

​Nas análises dela, é muito comum observar como as mulheres são escritas, quais são suas ambições e se as ações que tomam condizem com a realidade. O interessante é que, embora ela critique duramente esse tropo da "garota diferente", ela mesma já comentou em alguns vídeos que reproduzia vários desses comportamentos na juventude.

​ Para além da discussão clássica de que essa personagem rejeita o universo feminino e se apropria de gostos masculinos, há outros traços muito recorrentes: o estereótipo da pessoa desastrada, daquela que quer desesperadamente se mostrar autêntica para o mundo como forma de validar os próprios interesses. Ela mesma brinca em alguns vídeos: "Pois é, eu era essa garota diferente das outras; era desajeitada e fazia questão de mostrar para todo mundo que eu realmente gostava daquelas coisas".


Trajetória Pessoal e Diferenciação

​ E é muito sobre isso. Sabe por que eu sempre me identifiquei com a garota diferente das outras? Não porque eu não gostasse de coisas femininas  muito pelo contrário, sempre gostei , mas talvez porque, desde criança, eu sempre fui uma pessoa extremamente curiosa. Sempre amei aprender sobre tudo, criar e fazer arte.

​Crescendo, percebi que a maioria das pessoas da minha idade não compartilhava dos mesmos interesses com a mesma intensidade. Enquanto as crianças querem brincar e explorar o mundo  o que é natural , muitas vezes não vão além da superfície.

​Já na adolescência, o foco principal costuma ser a curtição: jogar, namorar, sair para festas e socializar. E, por mais que eu também quisesse vivenciar algumas dessas coisas, eu continuei sendo essencialmente a mesma criança curiosa, inquieta e criativa. Continuei tendo o desejo constante de criar, além de manter um profundo interesse por estudar e me aprofundar nos temas da minha religião.


Interesses precoces

Então, eu sempre gostei muito de teologia, de estar na igreja e de participar ativamente das atividades comunitárias. Foi na igreja que tive minhas primeiras experiências com o empreendedorismo, onde realizei minhas primeiras produções artísticas e comecei a praticar a liderança. Sempre tive interesses e paixões que a maioria das pessoas da minha idade não costumava ter.


Contexto familiar e estilo

​Além disso, fui criada por mulheres mais velhas que levavam uma vida de muito trabalho duro e cansativo, o que fazia com que não tivessem o hábito de se maquiar ou de investir muito tempo em cuidados estéticos. Somado a isso, por vir de uma família cristã e evangélica, cresci tendo o hábito de usar roupas mais discretas, sem decotes e com comprimentos maiores.


Relações e julgamentos

​Por causa disso tudo, levei a vida inteira cultivando um estilo mais clássico e discreto. Eu nunca tive muito esse reflexo de "preciso estar super arrumada ou maquiada"  até porque não sei me maquiar muito bem. Sou uma pessoa muito mais focada no que tenho a dizer e a construir do que na minha aparência ou no que estou vestindo.

​Esse jeito sempre fez parte de quem eu sou. E, infelizmente, quando eu era mais nova, lidava com colegas na escola que apontavam isso de forma pejorativa. Eu me identificava com aquela personagem desengonçada, desajeitada, sem o menor tato para falar com garotos, mas que vivia sonhando acordada  sabe? Imaginando mil cenários na cabeça: namorando, casando, tendo filhos, envelhecendo... Eu me via muito nesse lugar.

​Porém, em contrapartida, eu sempre fui cercada de mulheres. E é justamente por isso que fico tão confusa com essa generalização em torno do tropo da "garota diferente" ou da ideia de que o universo feminino é um bloco único. Parece que acabam misturando muitas coisas diferentes no mesmo balaio.

​Por exemplo, hoje o conceito de "menina diferenciada" foi tragado e misturado ao rótulo de pick me girl. Mas a verdade é que nem toda garota que foge do padrão detesta mulheres ou rejeita a feminilidade.

​No meu caso, sempre fui rodeada de mulheres; contudo, durante muito tempo, as meninas e mulheres ao meu redor  seja na escola, na igreja ou até na família  nem sempre me apoiavam. Pelo contrário.

​Muitas vezes, elas me criticavam e me desestimulavam. E algo de que as pessoas pouco falam  ou tratam de forma muito superficial  é sobre como as críticas mais duras e as palavras mais pesadas que recebemos na vida tendem a vir, ironicamente, de outras mulheres.

​Essa é uma realidade que costuma ser muito ignorada. Estar cercada de mulheres não é sinônimo automático de acolhimento ou compreensão. Seja em coisas simples  como o respeito aos nossos gostos e interesses , seja em situações complexas de violência e julgamento, ainda vemos com muita frequência que nem toda mulher apoia outra mulher.

​Isso me lembra uma cena emblemática do filme "Meninas Malvadas"  inclusive, a atriz que interpreta a professora é a própria roteirista do filme, e há uma história de bastidores fascinante sobre isso que vou deixar recomendada em vídeo para vocês depois. Na cena, após a escola virar um verdadeiro caos de fofocas e brigas, a professora propõe um exercício: pede para todas fecharem os olhos e levantarem a mão caso já tivessem ouvido alguém falar mal delas. Todas levantam.

​Em seguida, ela faz a segunda pergunta: "Agora, levantem a mão se vocês já falaram mal de alguém". E todas, sem exceção, também levantam a mão.


​Meninas malvadas

Então, por mais que essa cena de Meninas Malvadas mostre como todas nós já sofremos com críticas e julgamentos, a verdade é que nós também reproduzimos isso com outras mulheres. Modéstia à parte, eu sou uma pessoa tranquila, mas confesso: às vezes a língua coça e a gente acaba soltando um veneninho por aí também, né?

​A questão não é que não possamos criticar os outros, mas vale a reflexão: o que é exatamente que estamos criticando?

​Estamos apontando atitudes erradas ou comportamentos que prejudicam os outros? Ou, muitas vezes, estamos apenas julgando a aparência, o jeito, as crenças, os valores, as ideias e a visão de mundo de alguém?

​Decidi trazer esse tema para cá porque o nosso clube é um espaço de mulheres ambiciosas  mulheres que querem vencer na vida, empreender, construir sucesso e alcançar a independência financeira. E eu imagino que muitas de vocês também se sintam assim: diferentes, não apenas das outras garotas, mas de outros rapazes, de outras pessoas da família e do nosso círculo social.

​Aposto que vocês se identificam com essa sensação de isolamento. Afinal, nos conhecemos a partir de um post que falava sobre as características de uma pessoa empreendedora e ambiciosa, e sabemos que esse perfil não é o padrão que vemos todos os dias.

​Geralmente, nos sentimos muito solitárias e perdidas nessa jornada. Se nós nos sentimos assim e vivemos isso na pele, então somos diferentes, sim.

​Mas a pergunta que fica é: como vocês lidam com isso?

​ Eu queria abrir esse espaço agora para vocês comentarem. Depois, vamos fazer uma atividade e seguir para outras dinâmicas, mas, antes de tudo, quero saber: como vocês lidam com o fato de serem diferentes?


Exercícios e Perguntas para a Roda de Conversa

​O ponto central dessa discussão é que a crítica ao arquétipo da "garota diferente" costuma partir da premissa de que todas as mulheres, por mais que pareçam singulares, são essencialmente iguais porque compartilham das mesmas dores e vivências. É claro que isso faz sentido em vários aspectos, e eu concordo até certo ponto. Mas será que nossas experiências de vida são tão parecidas assim apenas por sermos mulheres?

​Para pensarmos sobre isso, quero propor um exercício rápido. Pensem em uma escala de 0 a 10:

  • ​Zero significa que cada mulher vive de uma forma absolutamente única, de modo que, embora compartilhemos a condição de ser mulher, nossas trajetórias, formas de lidar com o mundo e respostas à realidade são completamente diferentes.

  • ​Dez significa que todas as mulheres, independentemente de suas particularidades, passam, lidam, enfrentam e sentem absolutamente todas as coisas da mesma maneira.

​Para ilustrar: pensem na relação com a segurança pública ou na relação com o próprio corpo. Será que todas as mulheres vivenciam a segurança da mesma forma ou de maneiras completamente distintas? Se acham que é totalmente diferente, votem perto de zero; se acham que é praticamente igual para todas, votem perto de dez.

​ Vale lembrar que não estou falando da relação entre mulheres e homens, mas sim da diversidade de experiências entre as próprias mulheres. Vocês podem escolher qualquer número entre 0 e 10 para responder: quanto vocês acham que nós experienciamos e lidamos com a vida de formas diferentes?


O que te difere das outras?

​E, para fechar, o segundo exercício que quero propor é que vocês me digam: quais fatores vocês acreditam que mais geram essas diferenças?

​Será a classe social, a etnia, o local de moradia, a geração, o acesso à educação e a oportunidades? O que vocês acham que mais afasta ou distancia a experiência de uma mulher para a outra?


Quantas mulheres você se identifica?

​A terceira pergunta que eu quero propor a vocês é a seguinte: pensando em todas as mulheres e meninas que vocês já conheceram na vida  desde uma criança de dois anos até a sua bisavó de 90 (considerando apenas quem você conheceu fisicamente, sem contar celebridades), quantas delas você realmente olha e pensa: "Sim, essa pessoa compartilha dos meus valores e toma decisões parecidas com as minhas"?

​Eu queria que vocês tentassem transformar isso em uma proporção ou porcentagem. Sei que é um exercício difícil, mas pensem em uma escala numérica: por exemplo, de 0 a 100, ou em uma proporção como "a cada 10 mulheres, uma", ou "a cada 100, sete".

​Façam esse exercício para refletirmos sobre o assunto. 


Pontos Finais de Reflexão

Então, eu gostaria que vocês fizessem esse exercício para pensarem sobre isso. Porque, gente, todos esses movimentos que lutam por direitos, por igualdade, movimentos sociais, coletivos, sempre falam muito sobre isso, sobre as coisas que nos unem, sobre as nossas dores, as nossas lutas. Mas eu comecei muito na minha luta pela luta das pessoas com deficiência, por ser uma pessoa autista e por também trabalhar como intérprete de Libras, que é a língua dos surdos aqui no Brasil. Então, eu fui, desde muito cedo, desde os meus 13 anos, envolvida e engajada pela ideia de que somos pessoas diferentes e que não há nada de errado em ser diferente, que isso é algo que é celebrado, é algo que é valorizado na minha luta, no meu trabalho.

Então, eu acho que ter uma garota diferentona na luta, ando todo o histórico de filmes e histórias, eu acho que é algo que é real, sim. Vou dar espaço para vocês falarem o que vocês pensam, mas, de fato, o outro ponto, assim, que acho importante é que, sim, a rivalidade entre as meninas não é algo que a gente deva incentivar e nem tratar como normal no sentido de achar: "Ah, isso acontece, foi assim e vai ser sempre assim". Não. É algo que a gente tem que, sim, acionar e tentar fazer o oposto, mas não necessariamente que a gente discorde ou que a gente se esforce para que a rivalidade termine achando que ela vai sumir. Ela vai continuar firme e forte  muito mais forte do que a união feminina, infelizmente.

Então, por mais que a gente sempre vá engajar, sempre vá apoiar, a gente tem que saber estar preparada para lidar com as meninas e as mulheres que vão estar no nosso caminho e que não vão nos apoiar e, muito pior, muito além de não nos apoiar, podem fazer um verdadeiro estrago na nossa vida.


​A Realidade da Diferença:

Porque, vejam bem: todos os movimentos que lutam por direitos, igualdade e pautas sociais sempre enfatizam o que nos une, as nossas dores e as nossas lutas coletivas. No entanto, a minha trajetória pessoal sempre esteve muito ligada à defesa das pessoas com deficiência. Por ser uma mulher autista e por atuar como intérprete de Libras  a língua dos surdos aqui no Brasil , eu cresci imersa nesse universo. Desde os meus 13 anos, estou engajada na ideia de que somos pessoas diferentes, e que não há absolutamente nada de errado nisso. Na minha luta e no meu trabalho, a diferença é algo celebrado e valorizado.

​Por isso, eu acredito que a figura da "garota diferentona", com todo o seu histórico no cinema e na literatura, toca em algo que é muito real, sim.


​A Rivalidade Feminina

​Mas, para além disso, há outro ponto fundamental: a rivalidade entre mulheres não é algo que devemos incentivar ou normalizar, como se fosse um destino imutável. Não. Devemos atuar ativamente para fazer o oposto. Contudo, isso não significa que a rivalidade vai simplesmente desaparecer por um passe de mágica. Infelizmente, ela continua firme e forte  muitas vezes, de forma mais presente do que a própria união feminina.

​Por mais que devamos sempre nos engajar e apoiar umas às outras, precisamos estar preparadas para lidar com mulheres que cruzarão o nosso caminho e não apenas deixarão de nos apoiar, como também poderão causar verdadeiros estragos em nossas vidas.

​E é aí que entra o terceiro passo: depois de entendermos que somos diferentes, de compreendermos por que a rivalidade feminina acontece (sem incentivá-la, mas nos preparando para ela), o nosso grande objetivo é encontrar formas reais de nos unirmos.

​Este grupo já é um grande incentivo e um feito extraordinário. Mas que isso não fique restrito a "estar no grupo". Que a gente converse, troque experiências, faça o esforço genuíno de ler, consumir, ouvir e crescer juntas, compartilhando esse conhecimento. Isso não significa nos limitarmos a consumir apenas conteúdos criados por mulheres; mas sim que possamos absorver o que há de bom  venha de onde vier  e traduzir isso para o crescimento de outras mulheres e meninas. Isso é urgente e fundamental.


Roteiro Sugestivo para a Fala dos Participantes

​Agora, vou abrir o espaço para vocês comentarem, conversarem e compartilharem suas opiniões. Caso alguém não saiba muito bem por onde começar, preparei um pequeno roteiro com sugestões de perguntas para orientar a fala de vocês:

  • ​O seu nome;

  • ​A sua cidade;

  • ​Por que você está neste grupo e o que a motivou a entrar;

  • ​O que você sente que tem em comum com a maioria das mulheres;

  • ​O que fez você se sentir diferente ao longo da vida;

  • ​E, por fim: que tipo de mulheres você deseja atrair e se conectar?

​Fiquem à vontade para falar o que quiserem, mas responder a esses pontos com certeza vai enriquecer muito a nossa troca.

 
 
 

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